sexta-feira, 26 de março de 2010

Sede de vida.

Loucura é
viver com medo da morte.
Loucura é ter medo
do ano, mês, semana
que vem;
do amanhã.

Loucura é fazer planos
que chateiam-te
caso não cumpridos.

E o sonho? Loucura?

Talvez o sonho
seja uma loucura que
de tão insana
parece crível,
ou até mesmo real.
Talvez seja uma loucura
tão impossível,
que aconteça.
e talvez,
só talvez,
possa nascer,
crescer,
viver, e
não morrer jamais.

Deborah Jurberg Sargentelli.

terça-feira, 23 de março de 2010

(IM)PERFEITO

A borracha é
a mudança que
queremos.
Mas quem foi que
disse que o certo
é o perfeito?
Imperfeição é
o que há de mais humano.

Deborah Jurberg Sargentelli

Enfim sós.

Eu e ela,
só nós
sempre juntas
mas agora sozinhas

Momentos
reflito com ela,
pergunto com ela,
respondo com ela;

Eu e ela,
minha melhor amiga
a resposta do porquê
sou assim

Nós duas,
enfim,
somente nós:
eu e minha consciência.

Deborah Jurberg Sargentelli

AÇNADUM

Tudo muda;
sempre muda;
mesmo se não a queremos:
mudança.


Deborah Jurberg Sargentelli

Não há segredos.

Tu sabes que sei,
Eles sabem que sabemos.
No entanto,
é secreto.

Tu não sabes
que não sei
que não sabem
que não sabemos.
No entanto,
todos sabem.
Secreto?
Não mais.


Deborah Jurberg Sargentelli

"O teatro é a arte do ator, o cinema é arte do diretor
e a televisão é a arte do anunciante."

Paulo Autran

REAL?

Mundo de mentiras;

Homens medíocres e hipócritas

Construindo mansões magníficas

Com dinheiro roubado.


Mundo de maus tratos,

Crianças abandonadas

Vivendo nas ruas sem comida,

Vivendo sem vida.


Deborah Jurberg Sargentelli

Abismo Social.

É estranho pensar que na mesma rua onde podemos encontrar uma pessoa com uma conta bancária inacabável, também podemos encontrar uma que não tem dinheiro suficiente para sequer um café da manhã.

O espaço entre os mais ricos e os mais pobres é tão pequeno fisicamente que parece mentira quando pensamos nos quilômetros de desigualdade social que existem entre eles.

As cidades crescem cada vez mais, modernizando-se e industrializando-se. Mas junto com esse crescimento, por mais que não imaginável, crescem também o desemprego, a falta de oportunidades para os que delas mais precisam, e a desigualdade social.

De que adianta uma proximidade espacial se entre ricos e pobres há um abismo social sem fim?

Deborah Jurberg Sargentelli.

Atualmente.

Se, hoje em dia, você for considerado irado, não se assuste; você não é um cara raivoso, e sim uma pessoa muito divertida. E se te falarem que viajou, não sinta-se louco, nem ache que foi a nenhum lugar do qual não se lembra, só teve uma idéia nada a ver, viajou na maionese.

E, se numa festa, as meninas dançarem até o chão, tente considerar normal. Caso o contrário, o “anormal” passa a ser você. Se houver um casal, procure não ficar de vela. Não é uma atitude agradável nem pra eles, e nem mesmo pra você.

Para se entreter não há mais necessidade de sair de casa. Com o computador você já esquia; Com o videogame, joga futebol; E com as novelas vai até às Índias.

Atualmente tudo é mais fácil, mais rápido, e mais simples. Mas às vezes eu acho o fácil demais um saco.


Deborah Jurberg Sargentelli.