sábado, 29 de maio de 2010

Nostalgia.

Foi o último minuto
ao seu lado
que trouxe à tona
tudo que senti
durante milhões
deles.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cartas.

Resolvi mudar de rotina. Comecei pelo cassino. Fui para o da Gávea. Maior e com mais gente para apostar. Apostar nas cartas e numa nova vida. Porém, apesar de outro cassino, guardei comigo as antigas cartas, que me acompanharam por uma longa jornada. Estas, me trariam sorte. Tinha certeza. O meu ''as'' de sempre nunca me desapontaria, ele era eterno. Me dava sorte há anos. O jogo começara. Novos competidores, pareciam bons de jogo. Talvez aprendesse novas técnicas. Mas no primeiro momento de trocas, meu ''as'' me trocou por um novo dono. Tentei inúmeras vezes recuperá-lo, mas sem sucesso, fui desistindo. Não tinha problema, me restavam as outras cartas. As menores estavam meio esquecidas, mas ainda estavam ali, comigo. As maiores guardava à sete chaves, depois do ''as'' não poderia perder mais nenhuma. Se não perdesse minha ''dama'' da sorte, continuaria feliz. Pois afinal, ganharia novas cartas também. Umas foram ótimas para as minhas jogadas. Mudaram meu jogo de ponta a cabeça, mas até que deu certo. Porém nunca, nunca esquecia a minha ''dama''. Que dama era a minha ''dama'', tão ingenuamente pura por fora, mas de ferro dentro. Forte como só, ganhava todas as jogadas. Novos jogos. Novos sistemas de trocas. Me ofereceram muito pela minha ''dama'', mas eu não aceitara. Ela tinha que permanecer comigo. Os outros competidores tentavam roubá-la. Bom que eu era ágil suficiente para reavê-la. Estava ganhando todos os jogos. Aquele novo cassino já parecia meu lar. Eu já tinha nome e cara ali. E, além das novas cartas, continuava com a minha ''dama''. E para sempre continuaria. Senti-me apunhalada pelas costas quando esta seguiu os passos do ''as'' e parou em outras mãos. Mas não desistiria, dela não. Me restavam outras cartas. As menores estavam meio esquecidas, mas ainda estavam ali, comigo. De maiores só me restou o ''rei''. Este, tinha um caso com a ''dama'' do vizinho, mas eu tinha certeza, não me abandonaria jamais.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Castelo de vidro.

Se isto fosse um papel, as letras escritas por caneta de tinta estariam manchadas por essas águas que desabrocham dos meus olhos. Sempre achei que fôssemos tão invencíveis. Estava enganada. Uma unica pedra destruiu todo o nosso castelo construído com uma base que parecia tão sólida. Devíamos ter usado a areia mais forte, ao invés da areia da praia. Ou talvez os tijolos pesados, ao invés de tentarmos fazê-lo inteiramente de vidro. Que burrice a nossa, vidro quebra tão fácil! Talvez um dia você também se dê conta que ele não pode mais ser reconstruído, a não ser que estejamos juntas. E aí, quem sabe dessa vez apostemos apenas numa casinha, impossível de ser destruída?

Problema dela.

Muita coisa aconteceu depois daquele beijo. Ele já me olhava de um jeito estranho, como se eu fosse a grande culpada do término. Problema dela! Não fiz nada a não ser retribuir. Ele me ofereceu ajuda em química, mas não sabia - nem eu - que a química prevaleceria tanto assim. As fotos são de algum celular, com certeza. Mas pouco me importa, não fiz nada de errado. Se tem alguém errado nessa história, é ela. "Quando se ama, se cuida". Ou ela não ama, ou... Enfim, ele me preferiu. Problema dela! Ela pode fazer esse joguinho de coitada, mas não me importa realmente como ela se sente. Nunca fomos amigas. Ela sempre foi ''perfeita''. Ou achava isso. Até ver que a ''errada'' ganhou a guerra. Sim, guerra mesmo. Desde que abandonei minha casa a guerra começou. Ela me traiu antes. E aliás, não fui eu quem a trai, foi ele.
Coitada da mamãe, nunca quis ter gêmeas.

Certas coisas.

Há certas coisas
na vida
que não sei
porque
acontecem.
Simplesmente
querem
ser,
acontecer.