quinta-feira, 8 de setembro de 2011

fora do lugar.

Mesmo com um oceano de distância
consigo te sentir aqui comigo.
Estranho é não saber o que é,
Mais estranho é pensar que talvez seja amor.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

NZ2

Perdida na novidade
que tornou-se a mais
pura realidade de o que
um dia foi sonho.

Estranho, antes mesmo
que feliz.
Feliz, e somente feliz,
antes que a tristeza chegue,
no dia de partir.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

NZ

Olhar parado,
entristecido,
com as poupas cheias de dor.

Olhar parado,
vibrando,
com as poupas cheias de felicidade.

- Saudade.
- Sonho.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quase certo.

Blusa volumosa
Seios desabrochando
leve sorriso de canto, surgindo
dos lábios tímidos,
que combinavam perfeitamente
com as bochechas rosadas.

Barbicha nascente
ainda por fazer
no rosto quadrado
de um ainda menino que
sonha em ser doutor.

Encontro.
Beijo.
Futuro.

Tentativa de borracha.

Dizem que amar machuca,
dizem que cair machuca,
dizem que vacina dói,
dizem que brócolis é ruim,
dizem que desculpar-se é remédio.

Mas amar só machuca pra quem não aprendeu o quão bom é.
Cair tem cura rápida, levantar-se.
Vacina é intitulada como causa de dor, mas é a mais pura prevenção para.
Brócolis é ruim até o momento que comemos de olhos fechados, pensando em chocolate.
E desculpar-se está longe de ser remédio, apenas para os internamente cegos.

O que realmente machuca, dói, é ruim e -infelizmente- não tem remédio é "decepção". Convivência, talvez, seja a melhor tentativa de borracha para tal.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nem ele...

As vezes nem o rei de todas as dores, cura de corações quebrados, lágrimas derramadas, e saudade, é capaz de perceber o ser escondido, encolhido, que só aparece depois de uma atitude radical. É, mesmo poderoso, até o tempo se engana.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Tarefa árdua.

Quando dei-me conta dos dias que fiquei pensando,
Deparei-me com a atitude racional de novo.
Momento que vi não amar como amava.

Porém, mergulhada
Na mais profunda angústia,
E regida por excesso de lágrimas,
Percebi que talvez ame
Como nem eu mesma era capaz de perceber.

Crueldade do meu próprio corpo
com minha própria alma.

E agora,
Um coração partido,
Terá que ser reconstituído sozinho,
Por conta de uma atitude ainda incerta
E de um orgulho cego.

sábado, 28 de maio de 2011

Olhos vendados.

Estou perdida,
em um turbilhão de sentimentos
que não me levam à uma conclusão
satisfatória.
Perdida de peito apertado,
olhos molhados,
lábios rachados,
e dor.
Perdida na hora
de deixar,
ou de não deixar.
Completamente perdida.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Partida.

Só de pensar o meu corpo estremece, minhas mãos ficam geladas, e o coração aperta. E ao mesmo tempo, só de pensar corre nas veias uma dose de entusiasmo, vontade e desejo: um sonho pré-realizado. Mas que ideia paradoxal! Felicidade que só se completa se houver antes uma pequena parcela de dor: a dor mais comum, e uma das poucas sem remédio, saudade. Difícil até escrever. Nem imagino como será partir. Um corpo cheio do mais puro sentimento, que será quebrado para infelicidade presente, mas para realização futura.

sábado, 30 de abril de 2011

CAS-

Descaso com o
Acaso de quem
Casou e
Tem um caso.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Crise existencialista.

Sempre achei um demasiado exagero essa ideia de"crise existencial." Fui sempre a primeira a afirmar tamanha bobagem que isto supostamente era; já que é praticamente impossível ver-se insatisfeito com tudo, ou então não saber exatamente o que é na vida, nem ao que veio. Porém, comecei a perceber que as minhas certezas começaram a dar lugar às dúvidas, e não sei ao certo mais nada que almejo. O futuro, incerto, já era previsível. Mas tornou-se um futuro, previsivelmente, incerto. O presente tornou-se cada vez mais duvidoso. Sabe-se lá se estou acertando ao fazer escolhas. Aquelas que pareciam as mais certeiras, agora estão estremecidas. E o sempre almejado, com insucesso, foi perdendo razão. O conseguido, claramente não era do jeito que sonhava. Agora pergunto-me: o que quero, afinal? A que vim, afinal? O que farei, afinal? E nessa aglomeração de dúvidas, uma explosão repentina pode fazer do presente uma indagação ainda maior. Me vejo em uma crise existencialista.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Paixão.

Barulho do silêncio
é tudo que ouço
quando o vejo deitado,
despido,
amado e
amando.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Proibição.

Num mundo onde
preconceito é quase lei,
Foge à regra
quem acredita
no amor.