Muito tempo pensei. Parei. Larguei tudo que fazia. Pensei mais. E conclui: Não estamos mais juntos porque você era a pessoa certa. Parece estranho; Mas era realmente a pessoa certa pra mim. Porém, indago: "o mundo é certo?" Qual é a graça? Qual é a diversão de viver num mundo com regras cem por cento compridas? Às vezes precisamos chorar. Às vezes precisamos da dor. Às vezes precisamos cair; Se não, como saberíamos nos levantar? Às vezes precisamos fugir de tudo, para nos darmos conta que talvez, a pessoa certa não seja tão certa assim. Porque a perfeição, quando cotidiana, se banaliza. O dia, vira apenas um dia. A noite, vira apenas uma noite. E assim percebemos como o homem é insaciável. A busca pela perfeição é contínua, mesmo quando é concluída. Pois pensamos que deve ser imperfeito ser perfeito todos os dias. A ironia, cercada por um paradoxo acaba regendo essa procura. E aí, pude concluir que às vezes a pessoa certa seja a pessoa errada.