terça-feira, 31 de maio de 2011

Tarefa árdua.

Quando dei-me conta dos dias que fiquei pensando,
Deparei-me com a atitude racional de novo.
Momento que vi não amar como amava.

Porém, mergulhada
Na mais profunda angústia,
E regida por excesso de lágrimas,
Percebi que talvez ame
Como nem eu mesma era capaz de perceber.

Crueldade do meu próprio corpo
com minha própria alma.

E agora,
Um coração partido,
Terá que ser reconstituído sozinho,
Por conta de uma atitude ainda incerta
E de um orgulho cego.

sábado, 28 de maio de 2011

Olhos vendados.

Estou perdida,
em um turbilhão de sentimentos
que não me levam à uma conclusão
satisfatória.
Perdida de peito apertado,
olhos molhados,
lábios rachados,
e dor.
Perdida na hora
de deixar,
ou de não deixar.
Completamente perdida.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Partida.

Só de pensar o meu corpo estremece, minhas mãos ficam geladas, e o coração aperta. E ao mesmo tempo, só de pensar corre nas veias uma dose de entusiasmo, vontade e desejo: um sonho pré-realizado. Mas que ideia paradoxal! Felicidade que só se completa se houver antes uma pequena parcela de dor: a dor mais comum, e uma das poucas sem remédio, saudade. Difícil até escrever. Nem imagino como será partir. Um corpo cheio do mais puro sentimento, que será quebrado para infelicidade presente, mas para realização futura.