quarta-feira, 9 de junho de 2010

Quero mais.

"Já rodei o mundo. Fui do Chile à Austrália, do Japão ao Alasca. Quero mais! Já comi de tudo. Comi lesma e lichia, jamelão e polvo. Quero mais! Já me aventurei muito. Já pulei de asa-delta, me machuquei no motocross. Quero mais! Já ri de tudo. Já ri para não chorar. Já chorei de tanto rir. Quero mais! Já amei muitas vezes. Já amei um amigo, um parente, um amor. Quero mais! Já me arrisquei muito. Já me arrisquei mais. Já me arrisquei mais e mais... E não morri."

- Vai, estou pronta! Pode me empurrar!

Com um simples empurrão nas costas, senti-me caindo de mais de oitenta metros de altura. E lá estava eu, com uma brisa batendo no rosto, e o corpo livre como pluma pelos ares. Entreguei minha vida à mais uma emoção. Afinal, o céu é o meu limite. Deve estar mesmo na hora de conhecê-lo...

sábado, 5 de junho de 2010

Vida de escritor.

Minha mão esquerda escorregou pelos meus cabelos crespos e grisalhos, enquanto a direita levava aquela chícara de café à boca. O líquido amargamente quente descia por minha garganta, esquentando assim todo o resto de corpo acordado; e mantendo meus olhos abertos pregados naquele papel ainda branco. Faltavam-me palavras para começar a completar a imensidão vazia. Faltava-me inspiração. Outra vez! Não aguentava mais aquele sono consumindo meu corpo. Meus olhos fechavam-se involuntariamente, resultando em cochilos não satisfatórios.
Talvez fosse melhor deixar para amanhã. De novo...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Odeio.

Odeio chorar. Odeio quando minha voz fica trêmula. Odeio quando minha face fica vermelha. Odeio quando meus olhos ficam inchados e miúdos. Odeio quando não tem motivo. Odeio mais quando tem. Odeio esse momento. Odeio me achar feia. Odeio me achar. Odeio achar. Odeio.

Tortura da indiferença.

Pouco ela sabe. Nem eu mesma sei. Esta tortura que me consome, consome de forma tão intensa, e ao mesmo tempo tão interna que meus ombros ficam presos. Espécies de nós se formam em meu pescoço, por não conseguir expressar essa raiva, ou essa angústia e tristeza que reinam nos atuais dias em que passo. Por que me deixou? Não falo de amor; deste já desisti. Falo de tudo que perdi, que parece tão indiferente para sua natureza de sobrevivência, que me dá ânsia ao pensar que podia não ser uma fiel amizade. Achava até que ia além disso. Além de tudo, de todos. Uma irmandade- talvez-, onde o que imperava era a fidelidade seguida por um mar de diversão. Mas cansei. Cansei de tentar entender o porquê disso tudo. Dessa indiferença grosseira que me atormenta. Cansei de ser sempre eu correndo por uma amizade que por você já ficou para trás. Injusta essa história de amarmos quem não nos ama. Mais injusto do que isso é apenas perder uma irmã por esquecimento.

Fuga.

Vou fugir para
onde quero estar
com o mundo parado
e você ao meu lado.

Escrita.

Caminho de ida;
não tem volta
nem linhas tortas.
Conciso.
Preciso.
Caminho real
e mágico.
Difícil para quem
quer,
fácil para quem
ama.

Amor não correspondido.

Doença sem cura,
pura,
dura.
Dor incontrolável,
inevitável,
inenarrável.
Pior que o mundo.
Pior que eu.
Pior que você.
Essa doença do
"eu sem você".